logo raquel 2.png
Transtorno do espectro autista
 
Como identificar os sintomas do autismo? Em que idade é possível diagnosticar?
 
O Autismo, hoje chamado de Transtorno de Espectro Autista (TEA), é um distúrbio neurocomportamental que tem 3 características fundamentais: alterações na interação social, na comunicação e no comportamento. Por volta dos 6 meses, o bebê já pode dar sinais de alterações no seu comportamento; porém, estas ficam mais evidentes a partir de 12 a 18 meses. A criança que não fala ou tem dificuldades na fala; que não compartilha interesses, com tendência ao isolamento; que apresenta padrões restritos e repetitivos de comportamentos e atividades (brinca somente com uma “parte” do brinquedo: por exemplo, fica girando a roda do carrinho), que apresenta movimentos corporais ritmados e repetitivos (balançar do corpo ou mãos, bater palmas) e que não brinca de forma imaginativa deve ser encaminhada para avaliação o mais precocemente possível.

 

A partir do diagnóstico, como a família deve proceder?
O médico neuropediatra, a partir do diagnóstico estabelecido, irá propor à família o plano terapêutico, que contará com auxílio de vários profissionais (pediatra, fonoaudióloga, fisioterapeuta, psicóloga, terapeuta ocupacional...), dependendo da necessidade de cada criança.

 

Como estimular o desenvolvimento das crianças com autismo?
Este plano terapêutico individualizado, com todos os profissionais trabalhando harmonicamente em conjunto, e com papel fundamental da família e escola, irá propiciar a esta criança seu melhor desenvolvimento. Quanto mais cedo for iniciada a estimulação, melhores os resultados.

 

Quais os trabalhos que podem ser desenvolvidos pelas pessoas com autismo?
Como falado anteriormente, trata-se de um distúrbio com um “espectro”, ou seja, podemos ter graus variados de comprometimento, desde graus leves até severos. Por isso, muitos podem levar uma vida dita “normal”, superando suas limitações; enquanto outros dependerão do auxílio de terceiros para sua vida diária. O importante é nós, enquanto sociedade, estarmos conscientes da necessidade que estas crianças e suas famílias possuem de serem acolhidas e compreendidas.