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Epilepsia e crises convulsivas

 

O que é epilepsia? E convulsão, é a mesma coisa?
A epilepsia se caracteriza por crises epilépticas de repetição. Na crise epiléptica, por algum motivo, um agrupamento de neurônios se comporta de maneira anormal, como se fosse um “curto-circuito”. A convulsão é um tipo de crise epiléptica.
 
Quais são as causas da epilepsia?
Em alguns casos, não é possível identificar o motivo da convulsão, tendo na maioria destas situações causas genéticas. Nos outros, entre as causas prováveis, podemos destacar: 1) febre alta em crianças com menos de cinco anos; 2) doenças como meningite e tumores cerebrais; 3) traumas cranianos; 4) distúrbios metabólicos, como hipoglicemia; 5) falta de oxigenação no cérebro, entre outros.

 

Um episódio único não é indicativo de epilepsia. Para determinar o diagnóstico, o médico precisa ouvir a história do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise, bem como avaliar os exames complementares.
 
Quais são os sinais e sintomas da crise epiléptica?
Os sinais e sintomas dependem da região do cérebro envolvida e da função que ela desempenha no organismo. Podemos classifica-las, simplificadamente, em crises parciais e generalizadas.

 

Nas crises parciais, podem ou não ocorrer alterações do nível de consciência associadas a sintomas psíquicos e sensoriais, como movimentos involuntários em alguma parte do corpo, comprometimento das sensações de paladar, olfato, visão, audição e da fala, alucinações, vertigens, delírios. Algumas vezes, essas manifestações podem ser atribuídas a problemas psiquiátricos.
 
As crises generalizadas podem ser de diversos tipos, sendo os dois mais frequentes a crise de ausência e a crise tônico-clônica.

 

Nas crises de ausência, a criança fica com o olhar “parado” e não responde quando chamada. Já as crises tônico-clônicas (também chamadas convulsões) estão associadas à perda súbita da consciência. Inicialmente, os músculos dos braços, pernas e tronco ficam endurecidos, contraídos e estendidos e a face adquire coloração azulada. Em seguida, a começam a ocorrer contrações rítmicas, repetitivas e incontroláveis.
 
Quais são os tratamentos disponíveis? 
Existem várias medicações capazes de tratar as crises epilépticas, que são escolhidas pelo profissional de acordo com as características individuais do paciente e o tipo de crise apresentada. O avanço tecnológico tem tornado o tratamento medicamentoso cada vez mais seguro e eficiente.